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NOSSA
PALAVRA
É tudo culpa do capitalismo. Comprar, gastar, compensar, ter, aparentar. Credo!
Mas é por aí mesmo. Estamos vivendo a pior fase da era humana, pelo menos no Brasil, um país emergente. Maior consumo de aparelhos celulares, internet, TV, Ipod e outros tantos utensílios para nos deixar conectados no mundo. Acesso fácil, boa propaganda, correria geral, aceleração, alta tecnologia gerando mais aceleração.
O que toda esta velocidade nos dá? Competitividade, sim. Mas estar sempre num ritmo de alta velocidade não pode ser bom. Onde isto vai parar? Numa aceleração profunda de nosso organismo. As células não estão preparadas para tanta pressão.
A alimentação é nosso combustível. Quando optamos por comidas prontas, cheia de conservantes e aditivantes, em algum lugar elas irão parar no corpo. E não estou falando das comidas calóricas, das batatas fritas e tantas outras guloseimas que já são as garotas propagandas da obesidade. Estou falando de muita comida enlatada, embutidos e processados que foram introduzidas ao nosso cardápio. É muito mais prático comprar ervilha enlatada, do que ferver por horas o grão. E assim vai.
O apelo comercial também é muito grande. Embalagens lindas, propagandas sedutoras ganham a confiança de mães e dos filhos, é claro. O problema não é o de vez em quando, e sim o hábito, a rotina.
Parece que estamos importando o modelo americano de ser. Comida rápida, pronta, em que se come na rua ou no trabalho, em cima do computador. Tudo muito prático. Por que parar no horário do almoço? Os executivos americanos comem hambúrgueres no almoço. Bill Clinton ex-presidente dos EUA teve um severo infarto e atribuiu ao seu hábito de comer fast food.
É isso, fast food. Comida rápida. Por isto estou aderindo ao chamado slow food. Quero comida de verdade. Aliás, nos finais de semana já estou adepta de esquecer celular, internet, telefone e daqui a pouco televisão. É tão libertador. Quero minha vida de volta. Quero saber de coisas que realmente farão nosso bem. Até nosso tradicional churrasco está perdendo sua posição de vedete no domingo. Está comprovado que os altos índices de câncer no aparelho digestivo estão relacionados ao consumo excessivo de carne pelos gaúchos.
Tá, mas vão dizer: desde que o mundo é mundo, o homem come carne. Desde os pré-históricos. Sim, é verdade. Mas o ritmo da vida acelerou 500%. A nossa digestão não é mais aquela onde se “cestiava” depois do almoço para depois ir trabalhar. O consumo de sal era bem menor. Não havia produtos com sal como hoje. Até o leite em caixa possui altos índices de sal (sódio). Já leram os rótulos do alto teor de sódio em TODOS os produtos. É sal minha gente.
Nunca se falou tanto em câncer como agora. Parece até uma epidemia. Mas o que faz esta alteração celular? Crescimento desordenado? E porque está desordenado?
Por isso resolvemos fazer esta edição mostrando as diversas facetas da obesidade, da alimentação infantil, do preconceito no trabalho, da obesidade mórbida, dos efeitos no coração e nas glândulas e tudo mais.
E para finalizar desejo a todos que nesta páscoa, possam fazer um momento de reflexão. De mudar. De viver bem. Livre, em paz e com qualidade. O que plantamos agora inevitavelmente iremos colher amanhã.
Em todos os sentidos e em nosso corpo.
Até a próxima,
Silvana Maldaner /
silvanamaldaner@terra.com.br
Formada
em
Comunicação Social
Esp.
Em
Comunicação Interna
Mestre
em Engenharia de
Produção
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